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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Campeão mundial aos 18, "Bebê" quer construir escola de kite para os jovens Carlos Mário, o Bebê, é o atual número 1 do mundo do kitesurfe. Após título brasileiro da categoria, atleta quer usar dinheiro conquistado no esporte para formar talentos

Por Teresina

Apesar da pouca idade, aos 18 anos, Carlos Mário tem um currículo de respeito no kitesurfe. Iniciado no esporte ainda na adolescência, logo mostrou talento e foi se destacando desde as suas primeiras aparições no circuito mundial até conquistar o título em 2015, e está bem próximo do bicampeonato, lidera o ranking faltando uma rodada. Mas além do talento para o esporte, “Bebê” mostra que também tem a cabeça no lugar e quer passar para outros os ensinamentos que a modalidade trouxe. Entre seus planos, o de desenvolver uma escolinha para tirar jovens do mundo das drogas. Confira detalhes no vídeo acima
- Então eu quero tentar mostrar para essa galera que o mundo do esporte é muito melhor do que está por aí em festa, balada, essas coisas - explica. 
Carlos Mário "Bebê" Arena Kite Brasil 2016 (Foto: Wenner Tito )Carlos Mário "Bebê" conquistou o título Brasileiro no último domingo (Foto: Wenner Tito )
Ele nasceu em uma pequena vila de pescadores na Praia de Cumbuco, no Ceará. Foi lá, que quando ainda era uma criança, conheceu o kitesurfe através do tio, que foi um dos primeiros kitesurfistas do Ceará. Superando as dificuldades financeiras, ele teve o talento reconhecido, foi atraindo a atenção de patrocinadores e começou a competir profissionalmente, tendo destaque desde cedo. Na primeira vez que participou do circuito mundial, quando tinha apenas 15 anos, venceu uma das etapas.
Carlos Mário "Bebê" Arena Kite Brasil 2016 (Foto: Wenner Tito )Bebê é o principal nome do Kitesurfe
brasileiro da atualidade (Foto: Wenner Tito )
- Isso que me marcou e vai me marcar para sempre. Imagina um menino de 15 anos, desconhecido, entra no circuito mundial e já é campeão. É uma coisa que eu nunca vou esquecer na minha vida – lembra.
Daí em diante foi só crescimento. Veio o título Brasileiro e, em 2015, o Mundial. Em 2016, novamente o título nacional, conquistado no último fim de semana na praia de Itaqui, em Luís Correia, no Arena Kite Brasil. Em dezembro, a última etapa do Mundial deste ano, e ele está na liderança do circuito. Hoje com uma vida mais confortável e recebendo um bom salário dos patrocinadores, ele quer ver essa transformação também na vida de outros jovens que, assim como ele, podem encontrar uma saída no esporte. Aos 18 anos, ele quer ser inspiração.
- Eu pretendo construir mais uma casa para eu morar e construir uma escolinha, onde eu possa incentivar a galera nova que está começando agora. Hoje em dia a gente está perdendo muita criança para o mundo das drogas – diz.
Não é para menos. Como o próprio Bebê admite, o Kite mudou a sua vida e gratidão é pouco para expressar o que ele sente. O esporte para ele é mais do que um estilo de vida, mas uma expressão de quem ele realmente é.
- Já cresci no meio do esporte. Minha paixão é por kite, sem isso não viveria. O kite é tudo para mim agora. Eu era apenas um menino normal, que gostava de brincar de carrinho, de jogar bola e ir pro colégio. Hoje o kite me mudou bastante – finaliza o garoto. 
Arena Kite Brasil 2016 (Foto: Wenner Tito )Arena Kite Brasil 2016 (Foto: Wenner Tito )
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