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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CBF quer jogo contra Atlético-MG, mas Nivaldo diz: "Não sei se vou ter forças" Apesar da entidade querer fazer a partida válida pela última rodada do Brasileirão, goleiro de 42 anos diz que não sabe se terá "caixa para suportar esse momento"

Por Chapecó, SC


Em meio aos preparativos da cidade de Chapecó para receber os corpos dos mortos no acidente aéreo da Chapecoense na Colômbia, onde iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, a CBF permanece firme no desejo de manter o último jogo do time no Brasileirão, domingo, 11 de dezembro, na Arena Condá, contra o Atlético-MG. Porém, com 10 anos de clube e presente em todos os acessos desde a Série D, o goleiro Nivaldo afirma que não sabe se irá "aguentar" ouvir os nomes dos companheiros falecidos vindo das arquibancadas (assista ao vídeo).
- Nós temos que tirar força, de um jeito ou de outro. Como falei, aquelas pessoas que se foram, deram a vida pela Chapecoense, gostariam de ver a gente lutando pela Chapecoense, assim como eles estavam fazendo, escrevendo uma bela história. Certamente, de onde estiverem, gostariam de saber que a gente está dando continuidade. O problema é que a gente não sabe se vai suportar esse estádio lotado chamando, gritando, o nome dos nossos jogadores. É uma emoção muito grande! Tu não sabe se vai suportar aquilo ali, se vai conseguir fazer um jogo de futebol normal com o torcedor chamando pelo Danilo, pelo Follmann, pelo Kempes, pelo Bruno Rangel. É isso que não sei, se temos "caixa" para suportar esse momento - disse Nivaldo. 
Nivaldo Ivan Tozzo Chapecoense (Foto: Amanda Kestelman)Goleiro Nivaldo chora ao lado do vice-presidente Ivan Tozzo (Foto: Amanda Kestelman)
O goleiro de 42 anos ainda revelou a última conversa que teve com Jackson Follmann, um dos seis sobreviventes do desastre aéreo que vitimou 71 pessoas na madrugada da última terça-feira. No bate-papo, o jogador lembrou da vontade do jovem arqueiro em fazer história no gol da Chapecoense.   
- Os goleiros sempre foram unidos e a gente tinha uma grande amizade. O Follmann é um guri jovem, tinha toda a esperança, estava nos olhos dele e a gente começou a conversar no final do treino. Ele chegou e falou que queria marcar uma história parecida com a minha aqui na Chapecoense, que o torcedor o aplaudisse. Quando ele soube que eu não iria para a final, ele me abraçou e disse que iríamos ser campeões e iriam me carregar nos ombros. É um momento triste e, certamente, se o torcedor começar a gritar o nome deles, não sei se vou ter forças. Tu está vendo o que está sendo montado aqui, amanhã ou depois, eles estão aí e a gente não queria que eles chegassem dessa maneira. A gente queria ver eles alegres, gritando como sempre chegaram, mas não dentro de um caixão - concluiu.  
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