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domingo, 20 de novembro de 2016

Garoto de 17 anos salta o equivalente a sete andares em manobra no kitesurfe "Polegar" arrisca voo na categoria Big Air para buscar título Brasileiro na modalidade. Altura não aterroriza pequeno atleta: "A gente está acostumado, não é nada não"

Por Luís Correia, PI
Polegar no Campeonato Brasileiro de Kitesurfe 2016 (Foto: Wenner Tito )Candidato ao título, Polegar arrisca manobra de quase 20m de altura no Campeonato Brasileiro de Kitesurfe (Foto: Wenner Tito)
Além do estilo livre (freestyle), que é a principal categoria do Campeonato Brasileiro de Kitesurfe, onde o que vale são as manobras, alguns competidores se arriscam em outro desafio: o Big Air. Nessa categoria, ganha quem voa mais alto com a pipa, e não raro os saltos superam os 20 metros, o equivalente a um prédio de sete andares. E tem até baixinho que se arriscou nessa loucura aérea no Arena Kite Brasil, disputado neste fim de semana na praia de Itaqui, em Luís Correia, no Piauí.
É o caso do Polegar, de apenas 17 anos, cujo apelido não veio à toa. Ele não sabe a própria altura ao acerto, apenas garante que “é menos de um metro e meio”. O garoto mudou de residência entre os municípios de Parnaíba e Luís Correia quando tinha 11 anos, época em que os pais aceitaram um emprego de caseiros. Na praia do Coqueiro, ele recebeu aulas e equipamentos gratuitamente em uma escola da comunidade e começou a se destacar, dando início à trajetória nas competições, entre elas, as de Big Air.
- No Big Air o vencedor é o que acontece a altura maior, então a gente alcança 25 metros brincando. A adrenalina é boa – conta o garoto.
Polegar no Campeonato Brasileiro de Kitesurfe 2016 (Foto: Wenner Tito )Polegar no Campeonato Brasileiro de Kitesurfe 2016 (Foto: Wenner Tito )
Pano de fundo para as loucuras do jovem competidor, o Arena Kite é a única etapa do Campeonato Brasileiro de Kitesurfe de 2016. Portanto, definirá o campeão da temporada. No estilo livre, o que conta é a ousadia do atleta nas manobras. Critérios como velocidade, dificuldade de nível técnico, altura e amplitude (distância entre o salto e a aterrissagem do kite) são levados em conta na hora dos jurados atribuírem a nota. No entanto, o Big Air conta apenas uma coisa: a altura. E eles vão realmente muito alto.
Com a força do vento empurrando a pipa e a habilidade dos atletas de direcionar o vôo para cima, eles atingem alturas que vão com frequência de 20 a 25 metros - às vezes até mais. É o equivalente a saltar sobre um prédio de sete andares (21m) agarrado em uma pipa. Mas isso não assusta os competidores, mesmo que para alguns o desafio seja ainda maior.
Polegar no Campeonato Brasileiro de Kitesurfe 2016 (Foto: Wenner Tito )Polegar no Campeonato Brasileiro de Kitesurfe 2016 (Foto: Wenner Tito )
 No fim das contas, Polegar acabou encontrando um jeito de olhar o mundo de cima para baixo, e não o contrário devido à sua baixa estatura. E, nos ares do litoral nordestino, ele diz que não carrega medo sobre a prancha. Pequeno polegar virou gigante.
- Bate um pouco de medo, mas a gente já está acostumado, então não é nada não. É muita adrenalina mesmo poder sentir que está voando, é uma sensação inesquecível. Polegar acaba voando nas alturas.
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