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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jadson pede a camisa 10 e já enfrenta pressão para ser líder

Helder Júnior e Tomás Rosolino São PauloSP
O meia Jadson retornou ao Corinthians pouco mais de um ano após ser campeão brasileiro e já mostrou que se sente em casa no CT Joaquim Grava. Tranquilo, caminhou com o uniforme alvinegro pelo local de treinamentos na manhã desta sexta-feira, utilizando apenas chinelos nos pés, fez embaixadinhas no gramado e rumou para a sala de imprensa. Lá, já enfrentou as primeiras cobranças para assumir o papel de líder em 2017 e deixou claro que espera receber o número 10 em sua camisa.
“Olha, sendo bem sincero, em todos os clubes que eu atuei aqui no Brasil, eu sempre atuei com a 10”, comentou o armador, que ostentava a numeração na estrelada equipe que levou o hexacampeonato corintiano. No momento, porém, o novo companheiro Guilherme é o “dono” da camisa, de acordo com a numeração definida pelo Timão no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. A dúvida deve ser sanada na apresentação para a torcida, neste sábado, às 21h (de Brasília), antes do jogo contra o Santo André.
“Queria deixar claro que isso aí é uma decisão do clube. Estou ansioso para saber, mas estou aqui para ajudar o grupo independentemente do número da camisa”, avaliou o jogador, sem esconder o apreço pelo mais tradicional número de camisa do futebol. No que se refere a responsabilidade dentro do elenco, aliás, Jadson já pode dizer que chega ao Corinthians com o peso de um camisa 10 autêntico.
Antes de ser apresentado, ouviu do técnico Fábio Carille que chegaria para ser “mais uma das lideranças” no grupo de atletas. Na avaliação do treinador, o fato de Jadson conhecer os problemas do Corinthians de outros tempos pode ser fundamental na ambientação dos muitos jovens atualmente entre os profissionais.
Ciente da necessidade que o Alvinegro tem de alguém se portar como líder, Jadson encarou com naturalidade o processo, mas não quis centralizar sua responsabilidade. Exaltando nomes como Cássio, Fagner e Danilo, remanescentes da sua outra passagem, ele descartou ser o “salvador da pátria”.
“Eu tenho noção da minha importância, sei do esforço que o clube fez para me trazer e fiquei até surpreso pelas mensagens que a torcida me mandou pedindo a minha volta. Chego para ajudar, conversar bastante com os mais jovens, explicar algumas coisas, mas não sou nenhum salvador da pátria. Estou aqui para dar o meu melhor, isso sim podem esperar sempre de mim”, informou, ressaltando diferenças e semelhanças entre o atual elenco e o consagrado pela conquista do Brasileiro.
“Em 2015 o elenco era um elenco de qualidade, também como esse. Só que nós recebemos críticas também no começo do ano. Saímos do Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e as críticas vieram, não era tudo maravilhoso. Mas, com o grupo bom que a gente tinha, todo mundo se fechou e terminou um ano brilhante”, observou, discordando daqueles que avaliam o Timão como quarta força paulista.
“As críticas estão um pouco exageradas, na minha avaliação. O que tem de fazer é ficar todo mundo unido e focado. Tem que se dedicar bastante dentro de campo, o Corinthians sempre chega para brigar por título. Na minha primeira passagem, a gente recebeu críticas pelas derrotas naquele ano e, que nem daquela vez, podemos dar a voltar por cima em 2017”, prometeu o armador.
Ainda em busca de uma melhor forma física, Jadson fez questão de pedir a presença da torcida no duelo do final de semana mesmo fora da partida. A expectativa é que, trabalhando em dois períodos, ele possa atuar até o final deste mês. “Sempre foi importante a torcida do Corinthians, sempre foi um 12º jogador. O mais importante para mim agora vai ser ajudar o grupo e os meus companheiros. Tomara que a torcida largue a baladinha e vá lá acompanhar o nosso Timão (risos)”, concluiu Jadson.
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