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sábado, 18 de março de 2017

Vinícius Júnior tem poucos desafios na base e precisa subir no Flamengo

Na base da bola



Artilheiro do Sul-Americano Sub-17 com sete gols, Vinícius Júnior é realmente acima da média. Empilha lances de efeito, golaços, finaliza com as duas pernas, é rápido, driblador, um talento raro, desses que surgem de dez em dez anos. E que já deverá, em breve, vestir a camisa dos profissionais do Flamengo, se o curso natural das coisas for seguido.

O raciocínio é simples: tecnicamente, Vinícius já é, hoje, o melhor ponta que o Flamengo pode ter, por todos os atributos citados acima. No sub-20, ele já sobra na turma. Nos profissionais, ainda precisa provar. Tudo indica que será questão de tempo, mas não vejo, sinceramente, motivo para que essa transição seja feita no ritmo da maiora. Simplesmente porque não se trata de um jogador igual à maioria.

Ao Flamengo, cabe definir como e quando esse processo de transição para os profissionais terá início. Se Vinícius terá um tempo de adaptação treinando no time principal e descendo para jogar nos juniores, ou se continuará mais um pouco no sub-20 para ganhar mais cancha. Resta saber, com toda a sinceridade, o que agrega mais à formação: um treino com Diego e Guerrero ou um jogo contra um time pequeno em um gramado horroroso, no qual qualquer um que entra corre o risco de se machucar. No Brasileiro Sub-20, com o nível de jogo um pouco maior, vale o teste.

Há o argumento, sempre usado com garotos, de que não estão prontos. Vinícius, de fato, não está, mas só ficará se for colocado no meio das feras. Com o devido cuidado, mas sem proteção excessiva e fazendo-o entender o ônus e o bônus dessa transformação que está prestes a acontecer na carreira e na vida dele.

Vinícius, por enquanto, é apenas uma promessa, e isso é claro. É alguém que está terminando a primeira carreira de um jogador (na base), já não tem mais grandes metas para superar nela, e se prepara para a segunda, no time de cima. É essa a carreira que separa os homens dos meninos, os craques das promessas, aqueles que conseguem subir o degrau que separa o sucesso do "quase", os Neymares dos Kerlons. 

É justamente por isso que a ele precisam ser dados novos desafios grandes. Os quais, ao que tudo indica, só serão encontrados nos profissionais. A paciência com Vinícius Júnior será necessária, embora não adiante achar que ele vá amadurecer só com o carinho da torcida. As porradas virão, e até para isso, quanto mais cedo ele se acostumar com as críticas, melhor será para esse processo, que não acontecerá o dia para a noite. Ao Flamengo, cabe achar a medida certa no trato, equilibrando o adolescente e o craque, que por enquanto fazem parte da mesma faceta.
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