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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Diretor do São Paulo espera apenas ajuda 'informal' de Muricy Ramalho O diretor-executivo de futebol Vinicius Pinotti afirmou que Dorival segue no comando da equipe

Diretor do São Paulo espera apenas ajuda 'informal' de Muricy Ramalho
programação inicial do São Paulo para esta semana não previa mais nenhuma entrevista coletiva de atletas no Centro de Treinamento da Barra Funda. Na teoria, apenas o técnico Dorival Júnior falaria com a imprensa na sexta-feira, dia usualmente reservado para o treinador. Nesta terça (12), no entanto, o diretor-executivo de futebol Vinicius Pinotti apareceu para prestar esclarecimentos sobre o momento delicado que vive o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro.

"A situação é horrível, claro que estamos temerosos, mas trabalhamos bastante há algum tempo para tirar o time dessa situação. Gostamos do trabalho do Dorival, que ainda não está refletindo em campo, que é o principal. Mas estamos muito satisfeitos. Tomamos conhecimento das declarações do Muricy, inclusive já tínhamos tido algumas conversas. Então, a gente sabe que ele tem um contrato [de comentarista do SporTV] e é um cara honesto e que cumpre os seus compromissos. Muito difícil de vir oficialmente, mas nada impede que nos ajude informalmente com a são-paulinidade dele, a bagagem dele, que são muito importantes para o São Paulo", disse o dirigente.
O cartola afirmou que Dorival segue no comando da equipe. Por outro lado, descartou a contratação de um coordenador técnico, função para a qual Muricy Ramalho foi sugerido por dirigentes, conselheiros e torcedores.
As declarações de Muricy citadas por Pinotti foram dadas durante o programa "Bem, Amigos", do qual faz parte do quadro de comentaristas, na segunda-feira (11). O ex-treinador afirmou estar chateado por não poder ajudar o clube de forma mais direta em uma situação tão crítica. Um dos grupos políticos do São Paulo ainda chegou a protocolar carta com mais de sete mil assinaturas pedindo sua contratação para a função de coordenador técnico.
"O Muricy não pode assumir cargo oficial, o que não o impede de ajudar. Já fez isso no passado. Oficialmente não há a intenção de criar esse cargo, mas isso não quer dizer que a gente não tenha uma pessoa ajudando neste sentido. E toda vez, por questão de governança, se formos falar em casos de sucesso, foi algo combinado com todas as partes. Não podemos impor algo sem que o Dorival esteja confortável", continuou Pinotti.
O executivo voltou a manifestar apoio ao treinador, dizendo que acredita em continuidade de trabalho ao técnico, dois meses após a demissão de Rogério Ceni. "Não dá para ficar trocando toda a hora. O caminho não é esse", afirmou.
Além disso, negou que se sinta incomodado com as cobranças internas e de torcedores, crescentes, que tem recebido, ao lado do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. "Pressão faz parte da vida e eu sabia que enfrentaria isso. Sei conviver com democracia com as opiniões do presidente. Tenho confiança no trabalho, meu e de todos no CT, com as mudanças de capacitação que fizemos. Tenho muita confiança com o Leco, decidimos em conjunto, ninguém decide sozinho, por mais que ele seja nosso comandante maior", explicou.
Por fim, Pinotti disse que o pedido da torcida organizada Independente por uma reunião com elenco, comissão técnica e diretoria ainda está sendo analisado. Com informações da Folhapress.
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