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terça-feira, 5 de setembro de 2017

MPF pede bloqueio de até R$ 1 bilhão de Nuzman e envolvidos em suspeita

O Ministério Público Federal quer o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio-2016 de Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o "Rei Arthur", e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário.
Tudo isso em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato que apuram suposta compra de votos de dirigentes para eleger o Rio de Janeiro como sede dos Jogos do ano passado.
O objetivo da medida, segundo o MPF, é reparar os danos causados pelos três devido às proporções mundiais da acusação, de fraude na escolha da sede da Olimpíada.
Na avaliação dos procuradores, o trio obteve lucros mediante prática de corrupção e lesaram os cofres públicos. O pedido de bloqueio inclui bens de valor, como apartamentos, joias, carros e até um jatinho particular.
– Meu cliente não cometeu nenhuma ilegalidade e vai prestar todos os esclarecimentos – disse o advogado de Nuzman, Sergio Mazzillo.
O Ministério Público diz que existe "forte indício" de que Nuzman "interligou corruptos e corruptores" para compra de votos de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A operação, que recebeu o nome de "unfair play" (Jogo Sujo), também cumpre mandado de prisão preventiva contra o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como o rei Arthur, e sua sócia Eliane Pereira Cavalcante.
Eles são acusados de lavar parte do dinheiro do esquema criminoso no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, além de contas nos Estados Unidos e Antigua e Barbuda.
De acordo com as investigações, Menezes transferiu cerca de 2 milhões de dólares para Papa Diack, filho de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo.
Esse seria um dos votos comprados para que o Rio fosse escolhido como sede olímpica. Da mesma conta saíram mais de 10 milhões de reais para o então governador Sérgio Cabral, que está preso após a operação Calicute, dias antes da escolha do Brasil, em setembro de 2009.
O COI diz que soube do caso através da mídia e garantiu que está fazendo "todos os esforços para obter a informação completa". Informou ainda que é "do mais alto interesse do COI obter esclarecimentos sobre este assunto".

Fonte: Lance
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