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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O Vasco nas comemorações de 7 de setembro

Por: Walmer Peres
Centro de Memória, São Januário (RJ)

O Club de Regatas Vasco da Gama sempre contribuiu para o sentimento nacional de amor à pátria. Em São Januário, seus dirigentes, sócios e torcedores puderam demonstrar o seu patriotismo de forma mais intensa, dando demonstrações de dedicação e fidelidade ao interesse público. 

São Januário foi palco de grandes ações cívicas que entraram para a história do país e do esporte brasileiro. No decorrer de 17 anos, o Vasco manteve nas dependências do estádio a Escola de Instrução Militar Nº307, o popular Tiro de Guerra do Vasco. Entre a sua criação, ocorrida em 19 de outubro de 1928, até a sua extinção em 1945, foram formados mais de 10 mil reservistas, todos sócios do clube.
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Cerimônia de entrega de Certificado de Reservistas da Escola de Instrução Militar Nº307. São Januário/RJ, 1943

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Cerimônia de entrega de Certificado de Reservistas da Escola de Instrução Militar Nº307. São Januário/RJ, 1944

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O Monumento ao Atirador (ou Monumento em Homenagem aos Atiradores do Brasil), escultura em bronze, inaugurado em 11 de outubro de 1942, constitui-se em uma homenagem feita pelo então Presidente do Clube, Cyro Aranha, à Escola de Instrução Militar Nº 307, o popular Tiro de Guerra do Vasco
No Período Vargas, o Vasco cedeu São Januário em várias oportunidades para servir de espaço de manifestações com grande furor patriótico. Além das comemorações do Dia do Trabalho, o Estádio abrigou as comemorações do Dia da Independência, sendo palco para a realização da cerimônia cívica da Hora da Independência, que contava, inclusive, com a presença do próprio Presidente Getúlio Vargas.
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Hora da Independência - Desfile Getúlio Vargas em São Januário. Rio de Janeiro/RJ, 07 de setembro de 1940
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Hora da Independência - Desfile Getúlio Vargas em São Januário. Rio de Janeiro/RJ, 07 de setembro de 1941
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Hora da Independência - Discurso de Getúlio Vargas. Estádio de São Januário, 07 de setembro de 1943
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Imagem do palanque onde ficavam o Presidente da República e demais autoridades durante a cerimônia da Hora da Independência

Uma das principais atrações da Hora da Independência ocorria quando o maestro Heitor Villa-Lobos regia um coral orfeônico com mais de 40 mil vozes de crianças e jovens estudantes de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, então Capital do Brasil.
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Maestro Heitor Villa-Lobos. São Januário/RJ

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Coral orfeônico regido pelo Maestro Heitor Villa-Lobos. Estádio de São Januário, 07 de setembro de 1940

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Coral orfeônico regido pelo Maestro Heitor Villa-Lobos. Estádio de São Januário, 07 de setembro de 1942
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Aspecto grandioso do Estádio de São Januário na tarde de 07 de setembro de 1943, durante a cerimônia cívica da Hora da Independência, realizada com a presença do Presidente da República, Getúlio Vargas
Na Segunda Guerra Mundial, os vascaínos contribuíram para o esforço de guerra nacional. São Januário foi uma área estratégica para Força Expedicionária Brasileira (FEB), abrigando em suas dependências um regimento de Santa Catarina e um regimento motorizado que combateram no front de batalha.

No estádio vascaíno foram realizados jogos em prol das vítimas dos navios torpedeados pelos nazistas na costa brasileira e outros fins relacionados ao esforço de guerra. Em 14 de maio de 1944 foi realizado em favor da Cruz Vermelha do Brasil um amistoso entre a Seleção Brasileira e a Seleção do Uruguai. Os brasileiros venceram por 6 a 1, aplicando a maior goleada do confronto em toda a história.
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Imagem da Tribuna de Honra no dia da partida entre Brasil e Uruguai, que foi vencida pelos brasileiros por 6 a 1

A partir da entrada do país na Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1942, tornou-se comum os clubes esportivos aderirem ao esforço de guerra do país. Como não poderia ser diferente, o Vasco participou dessa grande corrente nacional. 

O clube tomou frente de duas campanhas visando à doação de aviões para a Força Aérea Brasileira (FAB). A primeira foi em comunhão com outros clubes, a chamada Campanha pró-avião Pax. Depois, os dirigentes acharam que o Vasco deveria fazer um esforço a mais.

Em 10 de dezembro de 1942, após uma campanha de arrecadação de fundo entre sócios e torcedores vascaínos, o Vasco doou para a FAB o Avião Vasco da Gama, um avião de treinamento para ser utilizado pelo Aeroclube de Salvador. 
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Batismo do Avião Vasco da Gama. Estádio de São Januário, 10 de dezembro de 1942

Essas e outras ações empreendidas pelo Vasco nos enchem de orgulho, pois, reafirmam o fato da nossa instituição sempre estar alerta às necessidades do país, lançando mão diversas vezes de seu estádio e da sua infra-estrutura institucional como um todo no intuito de contribuir para o bem geral da nação. 

Nesse sentido, a história nos fornece relatos tanto da iniciativa de vascaínos que se organizavam no sentido de atender ao interesse público quanto da postura proativa do clube em servir ao Estado brasileiro, nos casos citados e em outros que não puderam ser abordados neste texto
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