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sábado, 4 de novembro de 2017

Contra novos motores, Ferrari ameaça deixar F1 após 2020

As novidades da Fórmula 1 para a temporada de 2021, principalmente na questão dos motores mais baratos e barulhentos, não deixaram as escuderias satisfeitas.
Depois das críticas promovidas pelos diretores da Renault e Mercedes, foi a vez da Ferrari ir aos microfones e não apenas se opor as adaptações, mas ameaçar abandonar a categoria. Segundo o presidente da empresa, as mudanças estão motivando a escuderia italiana a deixar a competição após 2020.
As propostas da Liberty em parceria com a FIA seguem sem agradar os fabricantes e equipes da Fórmula 1. A entrevista de Sergio Marchionne, que era apenas para discutir os resultados financeiros da Ferrari, ganhou outro ponto de análise e o presidente da escuderia italiana não poupou críticas aos novos “donos” da categoria automobilística.
“Apesar das boas intenções, como reduzir o preço de motores e da equipe, a Liberty tem tomado conta de coisas que não concordo. O fato é que nós estamos em desacordo com termos de desenvolvimento estratégico que estão sendo discutidos. 
Vemos o esporte em 2021 levando um ar diferente, o que irá provocar algumas decisões por parte da Ferrari”, disse o presidente da equipe, que fez uma ameaça aos comandantes da Fórmula 1. “Se analisarmos que os resultados não serão benéficos à manutenção da marca na categoria, vamos reforçar nossa posição de mercado e deixar a categoria”, completou Sérgio Marchionne.
O dirigente italiano seguiu os passos da Renault e da Mercedes, que se manifestaram publicamente durante a semana e se posicionaram contra a decisão da FIA em relação aos motores. O opinião da Ferrari, entretanto, balança os bastidores da categoria, já que a escuderia esteve presente em todos os Grandes Prêmios desde 1950, quando teve seu início.
Uma possível saída da categoria não é novo por parte da escuderia italiana. Sergio ainda declarou que deixar a Fórmula 1 poderia ser muito benéfico para a empresa. “No que diz respeito aos relatórios de lucros e perdas, estaríamos comemorando abandonar. A F1 faz parte do nosso DNA desde que nascemos, mas deixar o que eu imagino irreconhecível não terá como aceitar. Não quero participar de uma Nascar Global”, apontou o presidente da Ferrari.
As reuniões entre os detentores dos direitos da Fórmula 1 e as equipes terão continuidade na próxima semana e Marchionne preferiu não se posicionar sobre outros temas. “Vamos nos reunir com as melhores intenções, mas queremos prezar pelo bem da corrida e da nossa história”, ressaltou.

Fonte: Gazeta Press
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