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sábado, 9 de dezembro de 2017

Julgamento caso Fifa: Bilhetes indicam propina para ex-presidentes da CBF

O novo dia de julgamento do "caso Fifa" aumentou as suspeitas de um esquema de corrupção no futebol mundial. De acordo com informações divulgadas pelo UOL, o agente da Receita Federal dos Estados Unidos (IRS), Steve Berryman, revelou na Suprema Corte do Brooklyn que bilhetes escritos à mão foram encontrados nos cofres da empresa Klefer no ano de 2015. 
Propinas de Del Nero e Marin seriam citados em bilhete pela sigla 'MPM'. Teixeira, por sigla 'Miami' (Foto: Ricardo Stuckert/CBF)
Os bilhetes, encontrados em uma operação policial no Rio de Janeiro, indicariam pagamento de propina ao atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e a José Maria Marin e Ricardo Teixeira, ambos ex-mandatários da entidade.
Segundo depoimento de Berryman, os bilhetes encontrados na empresa de propriedade de Kleber Leite trazem anotações de pagamentos: US$ 1 milhão relativos à Copa do Brasil, e US$ 3 milhões para a Copa América. Ao lado, aparece a sigla "MPM", que, de acordo com interpretação da acusação, seriam referentes a Marco Polo Del Nero e José Maria Marin.
Já outro bilhete escrito à mão traria novamente a sigla "MPM" ao lado de "vários negócios", a abreviação de "C.A." (interpretada como Copa América), tendo ao lado o registro de US$ 3 milhões, e um suposto registro de pagamento de US$ 1 milhão referente à Copa do Brasil. 
A testemunha detalhou que, além do que considera um suborno para Marin, foram achados registros de dois depósitos de US$ 900 mil referentes a pagamento e "broadcast" de Copa Libertadores, e US$ 3 milhões em relação à Copa América. 
Steve Berryman ainda mencionou no seu depoimento a suspeita sobre o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Na mesma parte do bilhete em que se referia à Copa América, constava a menção do pagamento de US$ 1 milhão para "Miami". Questionado pelo procurador se a testemunha investigara algum dirigente brasileiro com negócios ou bens na cidade, o agente afirmou:
- Sim, Ricardo Teixeira.
Em seguida, o agente da Receita Federal dos Estados Unidos (IRS) mostrou documento de compra que o dirigente fez, por meio de uma de suas empresas, a Ochab, da casa da ex-tenista russa Anna Kournikova. O imóvel tinha valor de US$ 7,425 milhões, em 2012. 
Antes da retomada dos depoimentos nesta manhã, a defesa de Marin voltou a salientar que o código criminal dos Estados Unidos é diferente dos do Brasil e Paraguai, onde fica a sede da Conmebol, e gostaria de expor a situação de forma detalhada ao júri. 
No entanto, a Procuradoria recomendou que não fossem validados os argumentos desta linha de raciocínio. A juíza Pamela Chen ainda não decidiu se permitirá o uso da estratégia.

Fonte: Yahoo Esportes
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