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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Por causa de raios, árbitro adia São Paulo x Inter pela semifinal da Copinha

Gazeta Esportiva

segundo finalista da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018 só será conhecido a partir das 15 horas (sempre em horário de Brasília) dessa terça-feira. Isso porque o árbitro Thiago Luis Scarascati decidiu paralisar o confronto entre São Paulo e Internacional aos 17 minutos do segundo tempo por causa dos raios que atingiam a região onde fica o estádio de Barueri, palco da semifinal da Copinha. Após cerca de 40 minutos de espera, em decisão que agradou aos são-paulinos, mas irritou os Colorados, o árbitro concluiu que não era possível dar continuidade ao jogo, que já havia sido interrompido em função da forte chuva e por falta de luz. No momento da última paralisação, a semifinal estava empatada em 1 a 1. Se o resultado persistir nessa terça, a disputa por pênaltis decretará o time classificado.
No primeiro tempo sem chuva, o São Paulo saiu na frente graças a lindo chute de Luan (Foto: Afonso Pastore/SPFC)
A história do jogo
A dica de que o jogo proporcionaria fortes emoções veio logo aos 33 segundos. A mando de André Jardine, o São Paulo partiu para uma pressão inicial na marcação e se deu bem com a estratégia. Toró roubou a bola na ponta esquerda e achou Helinho na meia lua. O atacante foi calmo e inteligente ao ajeitar de peito, de primeira, para Luan, que acertou uma bomba de fora da área e abriu o placar, para delírio dos são-paulinos, maioria nas arquibancadas.

O gol, no entanto, não abalou o Internacional. Prova disso é que dois minutos depois Bruno Fuchs acertou a trave em lance que acabou anulado pela arbitragem por impedimento, mas serviu para deixar o recado.
Com mais passe de bola, já que o Tricolor decidiu esperar um pouco mais por causa da vantagem no marcador, o time Colorado passou a criar mais possibilidades. Aos 16, Leandro fez jogada pela direita e bateu cruzado. Richard acreditou e chegou no carrinho, na segunda trave. De ponta de pé, o camisa 10 tocou pela linha de fundo. Foi possível perceber a feição de susto entre os defensores do São Paulo.
O alívio só veio aos 27, quando de novo Helinho tirou um coelho da cartola. De letra, o jovem deixou Tuta em condição de marcar, mas Elias chegou atrasado na carrinho e cometeu pênalti claro.
Liziero pediu para bater, teve o consentimento de Toró, mas acabou falhando na hora H. Carlos Miguel, de 2,2m, não teve muito trabalho para espalmar a bola batida a meia altura, sem muita força, distante da trave.
Apesar das lamentações, o São Paulo foi para o intervalo com a vitória parcial. A partir daí o tempo passou a ser o protagonista do jogo. Depois de 15 minutos de um verdadeiro dilúvio, os times voltaram a campo com o gramado encharcado e repleto de poças. Mesmo assim, o árbitro Thiago Luis Scarascati decidiu que a semifinal continuaria.
Bicões para lá, bicões para cá, o que se via em Barueri estava longe de ser chamado de futebol. E foi dessa forma, aproveitando o rumo desgovernado da bola, que Toró acabou vencendo uma dividida com o goleiro Carlos Miguel e o defensor adversário. Sem goleiro, mas com a bola presa na poça, Toró bateu bem em cima de Bruno Fuchs, que estava postado em cima da linha, já sem sabe muito o que fazer.
O castigo não demorou a vir. Confirmando o velho ditado de “quem não faz, toma”, o São Paulo se viu em apuros quando Luiz Felipe foi derrubado dentro da área e o árbitro assinalou mais um pênalti, agora a favor dos gaúchos. Enquanto a decisão era contestada, alguns refletores se apagaram e o jogo sofreu outra paralisação.
Menos mal que a luz foi retomada rapidamente por causa do funcionamento de um gerador. Debaixo de muita chuva, Richard, o artilheiro do Inter nessa Copinha, chamou a responsabilidade e não decepcionou. Com uma batida seca, no meio do gol, a promessa empatou a partida.
Após isso, a semifinal teve apenas mais sete minutos de disputa, porque quando o cronómetro chegou aos 17 de etapa final, um raio atingiu uma área anexa ao estádio de Barueri e assustou a todos, tanto pelo estrondo quanto pelo clarão que acabou proporcionando.
Pressionado pelas comissões técnicas, Thiago Luis Scarascati novamente parou a partida. Dessa vez, todos se dirigiram aos vestiários. Cerca de 40 minutos depois, depois de muita discussão entre árbitro, auxiliares, delegado da partida e representantes dos dois times, o juiz decidiu que a bola rolaria para restante do confronto, já que a chuva havia diminuído de intensidade e o campo apresentava melhora notável.
A decisão irritou a diretoria/comissão técnica são-paulina, que queria o adiamento do jogo, e corroborou com a vontade também da diretoria/comissão técnica do Internacional. Os times se postaram e a bola estava prestes a rolar quando mais um raio atingiu as proximidades. Bastou.
Thiago Luis Scarascati convocou os dois técnicos e, ao lado do delegado do jogo, resolveu, enfim, parar a semifinal aos 18 minutos do segundo tempo e adiar sua continuidade para essa terça-feira, às 15 horas, no mesmo estádio de Barueri. Dessa forma, os protestos mudaram de lado, mas nada mais pôde ser feito. Assim, o Flamengo ganha mais um dia de expectativa, depois de despachar a Portuguesa, para saber com quem disputará o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018 na próxima quinta, às 10 horas, no estádio do Pacaembu.
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