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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Análise: Altos não pode viver só de elogios. Precisa ir além do jogo bonito para crescer Sensação após derrota por 1 a 0 para o Bragantino, que custou eliminação na Copa do Brasil, é que time necessita de alguém com ousadia. Série D e o título do Piauiense viram prioridades no ano

Por Josiel Martins, Teresina
gol sofrido aos 49 minutos do segundo tempo, no último instante, em Bragança Paulista, tirou o Altos da Copa do Brasil na segunda fase, assim como foi no ano passado, quando o time foi eliminado pelo Criciúma no mesmo período da competição. A sensação do quase novamente ficou – isso, sem dúvida, é frustrante, difícil de digerir. Com a derrota por 1 a 0 para o Bragantino, o clube deixa de receber R$ 1,4 milhão (premiação dada ao classificado), contudo, há algo para se lamentar ainda mais do que o dinheiro – não desmerecendo a volumosa grana, fundamental para pagar as contas. O Altos não pode viver apenas de elogios, precisa ir além do jogo bonito. Resumindo, necessita de resultados.
Por falar em resultados, a gelada análise do futebol, a taxa de rendimento do Alviverde na temporada é de 37%. Ela é baixa, aquém ao esperado. Em oito jogos, foram apenas duas vitórias (uma no estadual, 1 a 0 sobre o River-PI, e a outra sobre o Atlético-GO na Copa do Brasil, por 2 a 1). Para o Bragantino, foi a terceira derrota no ano – com o peso da eliminação.
Bragantino x Altos Copa do Brasil (Foto: Rafael Moreira/CA Bragantino)Bragantino x Altos Copa do Brasil (Foto: Rafael Moreira/CA Bragantino)Bragantino x Altos Copa do Brasil (Foto: Rafael Moreira/CA Bragantino)
E qual a justificativa para o Altos chegar a surpreender os rivais, ganhar o parabéns pelo jeito de atuar, mas sempre ter que usar o “mas” nos pós-jogos para explicar o placar não desejado?
Contra o Bragantino, foi o quarto jogo que o ataque do Jacaré passou em branco. Está aí o problema. Isso desequilibra qualquer estratégia pré-jogo, manda para o “Beleléu” tudo treinado na semana, não materializa aquilo jogado. Falta alguém com ousadia no time, com perfil mais agressivo, que dê medo ao adversário.
Repetiu-se contra o Bragantino o comportamento já até calejado da equipe no ano. Fez um primeiro tempo de equilíbrio, combatendo o adversário na mesma proporção, com Esquerda distribuindo bolas no meio, rápido nos contra-ataques e seguro na defesa. Teve sorte ao ver o pênalti batido por Diego Macedo ir para fora.
Quando se lançou ao ataque, na proposta de Waldemar Lemos, não foi objetivo. Saiu um gol, mas o bandeira marcou impedimento de Joelson. Na etapa final, se preocupou mais em amarrar a equipe paulista. Teve êxito – até os 49 minutos. No finalzinho, Netinho e Alisson entraram para as saídas de Roger Gaúcho e Esquerdinha, respectivamente. Sufocado pelo rival, correu riscos. Tomou o gol.
Bragantino classificado (Foto: Rafael Moreira/CA Bragantino)Bragantino classificado (Foto: Rafael Moreira/CA Bragantino)Bragantino classificado (Foto: Rafael Moreira/CA Bragantino)
Com a eliminação da Copa do Brasil e por um triz no Nordestão (o time é lanterna e precisa de uma campanha de três vitórias para passar de fase), o Altos tem aí duas prioridades na sequência: o Piauiense, de onde o clube tira o calendário para 2019, e a Série D do Brasileiro – pelo terceiro ano, o time tenta o acesso.
O trabalho no Alviverde não é mal feito. Longe disso. Trabalho não falta no estádio Felipão. É a palavra que Waldemar Lemos mais gosta de usar nas entrevistas, e quem vai aos treinos por lá vê isso na prática. Com estadual e Série D é hora de agir, para não ter que viver do quase. Se a falha é o ataque, não se pode permanecer no erro.
R$ 1,4 milhão faz muita falta na conta. No futebol, a falta de gols gera um rombo, um prejuízo, muito maior do que esse valor.
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