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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Lições do Fla-Flu: fragilidade de reservas em goleada acende alerta para temporada Com titulares poupados para a estreia na Libertadores, Rubro-Negro é facilmente envolvido na derrota por 4 a 0. Falhas e emocional de suplentes chama a atenção em clássico

Por Amanda Kestelman e Marcelo Baltar, Rio de Janeiro
Um dos três reforços para a temporada, Marlos teve primeira chance como titular, mas não foi bem (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Um dos três reforços para a temporada, Marlos teve primeira chance como titular, mas não foi bem (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Um dos três reforços para a temporada, Marlos teve primeira chance como titular, mas não foi bem (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
É bem verdade que era um Flamengo sem entrosamento e ritmo de jogo. Mas a postura com que os reservas de Paulo César Carpegiani foram envolvidos e dominados facilmente pelo Fluminense na derrota por 4 a 0, pela Taça Rio, acende no mínimo um sinal de alerta sobre o elenco Rubro-Negro. Depois de conquistar a Taça Guanabara de forma invicta, os titulares foram poupados para estreia na Libertadores, quarta-feira, diante do River Plate.
Pouco agressivo no mercado em 2018, o Flamengo trouxe Marlos, Henrique Dourado e Julio César. O clube apostou na força do elenco que começou a ser montado ano passado e na garotada da base. De fato, a turma campeã da Copinha deu conta do recado nos primeiros jogos do Campeonato Carioca. Mas o que se viu em Cuiabá merece atenção.
Lateral esquerda
Titular em boa parte de 2017, Trauco fez sua estreia entre os titulares na temporada no clássico da Arena Pantanal. Mostrou os mesmos problemas de marcação que o atrapalharam em diversos momentos no ano passado. Foi facilmente envolvido por Gilberto, um dos destaques do Fluminense. Com a bola nos pés tem qualidade. Mas sérios problemas de defender o colocaram como atual reserva de Renê.
Trauco voltou ao time, mas falhou defensivamente (Foto: Gilvan de Souza)Trauco voltou ao time, mas falhou defensivamente (Foto: Gilvan de Souza)Trauco voltou ao time, mas falhou defensivamente (Foto: Gilvan de Souza)
Reservas do 4-1-4-1
Em 2018, Paulo César Carpegini mudou ''a cara'' do Flamengo. Passou a jogar com apenas um volante de ofício, com uma linha ofensiva potente formada por jogadores de qualidade: Everton, Paquetá, Éverton Ribeiro e Diego. Com Dourado na frente. Com os reservas, ele não manteve a formação.
Fica a impressão que, na ausência desses nomes, se faz necessária a utilização de volantes, modificando o estilo de jogo. Em Cuiabá, ele começou com Rômulo, Ronaldo e Cuéllar no meio.
A ausência de meias de ofício se estendeu ao banco de reservas, que teve Lincoln, Geuvânio, Pepê, Jajá, Jean Lucas, Patrick e o goleiro César. Os jovens Pepê e Jajá eram as opções na criação.
Rômulo não emplaca de novo
O volante chegou a ser titular no começo da passagem, mas não conseguiu render o esperado e perdeu vaga para Márcio Araújo na época. Carpegiani voltou a utilizá-lo desde o começo do ano e não foi convencido pelo que viu. Não por acaso Jonas levou vantagem e será titular na vaga de Cuéllar (suspenso na Libertadores) na quarta-feira.
No Fla-Flu, com apenas um minuto de jogo, furou a bola que resultou no gol que abriu caminho para a goleada Tricolor. Ficou mais uma vez sem confiança. Depois, errou quase tudo que tentou e em nada ajudou na saída de bola. Foi substituído no intervalo.
Carpegiani ficou preocupado com a falta de reação do time após o primeiro gol do Fluminense  (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Carpegiani ficou preocupado com a falta de reação do time após o primeiro gol do Fluminense (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Carpegiani ficou preocupado com a falta de reação do time após o primeiro gol do Fluminense  (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Zagueiros reservas
O Flamengo, a princípio, não vai agora às compras, mas monitora o mercado em busca de um zagueiro rápido. Pablo era a primeira opção para o setor, Emerson Santos foi consultado, mas o clube avaliou dar mais oportunidades para Léo Duarte.
No entanto, ao lado de Thuller, o jovem foi mal contra o Fluminense, como na falha de marcação no quarto gol sofrido. Entre os titulares, Carpegiani parece bem servido com Juan, Réver e Rhodolfo que, apesar de reserva, joga constantemente quando o primeiro é poupado.
Emocional pesou após gol relâmpago
Ao tentar tirar algo positivo da derrota para o Fluminense, Carpegiani citou que foi possível observar, pela primeira vez, o time atrás no placar. E o treinador admitiu que não gostou do que viu. O lado emocional pesou, e o Flamengo não conseguiu reagir.
- Infelizmente começamos o jogo perdendo, tivemos uma instabilidade mental e fomos muito prejudicados. Foi uma tarde para esquecer - lamentou o treinador.
As lições de 2017
O Flamengo teve alguns problemas quando precisou recorrer a reservas na temporada passada. Diego se lesionou na terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Sem um suplente direto para o camisa 10 naquela altura, o então técnico Zé Ricardo atuou ou com três volantes ou utilizando Gabriel na criação. Em alguns momentos, o treinador usou laterais nas pontas.
Também na temporada passada, o Rubro-Negro trouxe Diego Alves apenas no segundo semestre. Com isso, o goleiro não pôde jogar na Copa do Brasil, torneio em que uma má fase dos goleiros - foram utilizados Thiago e Muralha - pesou.
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