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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Torcida vaia, protesta com "vergonha" e chama China de "burro". Ele responde Grupo de torcedores cobra resultado do time azulino depois de derrota por 2 a 0 para o Piauí dentro do estádio Verdinho. Técnico aceita manifestação: "Não pode acontecer é deixar de acreditar"

Por GloboEsporte.com, Parnaíba, PI


Para atrair o torcedor, a diretoria do Parnahyba fez promoção para o duelo contra o Piauí no estádio Verdinho, pela terceira rodada do Campeonato Piauiense. Com preço de R$ 10, as arquibancadas tiveram boa presença de público – pena que o placar não foi tão favorável. O Tubarão perdeu por 2 a 0, dois gols de Breno, e viu a possibilidade de ser líder isolado ser perdida em casa. Com o fim do jogo, a torcida protestou aos gritos de “vergonha”, “queremos jogador” e chamou de “burro” o técnico Sérgio China, principalmente na troca de Fabinho por Garcês, no segundo tempo.
China aceitou com naturalidade o protesto. Porém, fez uma ressalva: o torcedor não poderia deixar de acreditar no time que, segundo ele, tem muito a ganhar ainda.
- É normal (vaias). Nunca vi em lugar nenhum um treinador que saiu perdendo não ter sido chamado de burro. Já passei por isso, ser chamado de burro por 60 mil pessoas, na época do Santa Cruz. A gente entende, o torcedor saiu chateado, compareceu, incentivou. No final, vaiou. Tudo certinho. O que não pode acontecer é deixar de acreditar. Essa mesma equipe que vai ganhar. O torcedor que está chamando de burro, vai aplaudir. Nós temos que entender isso – comentou China, em entrevista à Rádio Cidade Parnaíba.
Torcida do Parnahyba comparece em bom número no Verdinho (Foto: GloboEsporte.com)Torcida do Parnahyba comparece em bom número no Verdinho  (Foto:  GloboEsporte.com)
O técnico ressaltou que o time deve ganhar reforços em breve.
- Quando se ganha, o filho é bonito. Tem os olhos verdes. Quando perde, não tem um pai para esse filho. A gente entende isso. A torcida tem que acreditar, o grupo precisa de mais dois a três jogadores. O presidente sabe disso, e estamos à procura. Não é culpa da nossa direção (não ter esses jogadores) porque tem que ter verba. São esses atletas que se doam nos treinos, eu cobro e vou continuar cobrando. Temos que terminar entre os quatro na primeira fase do campeonato, depois é um outro campeonato – completou.
Parnahyba x Piauí  (Foto: GloboEsporte.com)Parnahyba x Piauí (Foto: GloboEsporte.com)Parnahyba x Piauí  (Foto: GloboEsporte.com)
Com a derrota em casa, o Parnahyba se manteve dentro do G-4, mas caiu para a terceira colocação. O time volta a jogar no estadual somente no dia 17 de fevereiro, após o carnaval, quando recebe o River-PI, no estádio Verdinho.

Confira outras respostas de Sérgio China

90 MINUTOS- Disse no intervalo que seria um jogo difícil. No primeiro tempo, a gente criou um jogo fácil, criando as situações, mas não finalizamos bem. Nenhuma bola nossa foi dentro do gol. Isso traz uma certa situação de desequilíbrio, e a outra equipe cresceu. Fiz a modificação de sistema para dar sustentabilidade no meio para não sofrer contra-ataque, fazer com que os atletas tenham confiança. No último terço do campo é onde se decide o jogo, dá o penúltimo passo para finalizar, mas a gente estava se desfazendo da bola.
FINALIZAÇÕES
- Não concluímos com êxito. Na segunda parte, houve um desgaste grande. A bola pune, se não mata o jogo, a equipe adversária fez. No segundo gol, uma situação de desorganização. A concentração começa a diminuir, cada um começa a fazer de um jeito, e futebol é coletividade. Nós criamos, mas depois de tomar o gol saímos desorganizados. Nesse sentindo, temos que ter jogadores mais experientes. As bolas de contra-ataque partiram de faltas.
FELIPE GARCÊS
Quem está no elenco tem que assumir a responsabilidade. Entrou e deu sua contribuição. Pelo que ele faz no treinamento, merece entrar nos jogos. Não fomos felizes nas finalizações.
GOLS EM CONTRA-ATAQUES- Temos jogadores experientes. Atleta tem que estar ciente nos 90 minutos. Quando não faz gol, você dá confiança para o adversário. Nossa equipe como toda tem que ter poder de discernimento.
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