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terça-feira, 27 de março de 2018

TJD-RJ suspende Rildo até João Paulo voltar aos treinos; prazo máximo é de 180 dias Em sessão quente, atacante do Vasco leva gancho após lance duro no clássico contra o Botafogo; clube vai decorrer da decisão

Por Fred Huber, Rio de Janeiro
Rildo dá entrada violenta, tira João Paulo da partida e recebe apenas amarelo aos 4 do 1º
O Vasco ganhou um problema para o andamento da temporada. Em sessão no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) realizada nesta segunda-feira, Rildo, em votação unânime, pegou longo gancho pelo lance com João Paulo (veja no vídeo acima): o atacante está suspenso até o volante do Botafogo voltar a treinar ou no máximo 180 dias. O clube, de acordo com o advogado, vai recorrer da decisão.
Rildo acompanhou julgamento e deu depoimento no TJD-RJ (Foto: Fred Huber/GloboEsporte.com)Rildo acompanhou julgamento e deu depoimento no TJD-RJ (Foto: Fred Huber/GloboEsporte.com)Rildo acompanhou julgamento e deu depoimento no TJD-RJ (Foto: Fred Huber/GloboEsporte.com)

O julgamento

O jogador foi denunciado no artigo 254 II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O advogado do Vasco, Paulo Rubens Máximo, foi o responsável pela defesa. O relator Fernando Barbalho Martins avaliou o caso como gravíssimo e pontuou outros lances violentos de Rildo na carreira - em 2011, quando "agrediu árbitro com pontapé", e 2015, "causando danos no rosto do goleiro Vanderlei".
Durante depoimento - que durou pouco menos de dez minutos -, Rildo justificou os outros casos citados pelo relator como imaturidade (com o árbitro) e acidente de trabalho (com Vanderlei e João Paulo). O atacante ainda lembrou a visita que fez para João Paulo no hospital.
A entrada de Rildo em João Paulo aconteceu aos três minutos de jogo, vencido por 3 a 2 pelo Vasco. João Paulo fraturou a fíbula e a tíbia e passou por cirurgia na segunda-feira. Árbitro da partida, Leonardo Garcia Cavaleiro foi suspenso pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) por tempo intedeterminado.

Clima quente

Os ânimos se exaltaram ao fim da sessão. No início do julgamento do caso, o promotor Sylvio Ferreira da Silva sugeriu a "transação disciplinar" - um acordo entre a promotoria e o infrator - para uma punição de três jogos, o que causou espanto. O relator não aceitou.
- Aplicamos a punição que os auditores acharam cabível diante da denúncia. Na minha comissão é a primeira vez que essa pena é aplicada. Em outra turma acho que o jogador Felipe, quando estava no Fluminense, teve uma condenação parecida quando deu um soco em um adversário. No caso houve o dolo de agredir - destacou o presidente da Quinta Comissão, Cláudio Barbosa.
Durante o voto dos auditores, todos criticaram a postura do promotor. Após a decisão, Sylvio mostrou a insatisfação e chegou a falar em "combinação de votos", o que gerou um clima de tensão com os auditores.
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