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sábado, 7 de abril de 2018

Palmeiras e Corinthians disputam nova final do Paulistão após 19 anos

Depois de 6.868 dias, a maior cidade do país vai parar novamente para uma final de Campeonato Paulista entre Palmeiras x Corinthians. Neste domingo, com o Verdão em vantagem, os dois rivais decidem o título estadual em Derby no Allianz Parque lotado de palestrinos, às 16h (de Brasília).
Final - 1º jogo - Corinthians 0 x 1 Palmeiras Luis Moura / WPP

No dia 20 de junho de 1999, o Palmeiras entrou em campo para decidir o Paulistão quatro dias depois de ter garantido o título da Copa Libertadores. Com o placar empatado por 2 a 2, Edilson fez embaixadinhas no Morumbi e iniciou uma confusão generalizada. 
O árbitro Paulo César de Oliveira encerrou o jogo e, como havia vencido o primeiro duelo por 3 a 0, o time alvinegro acabou com a taça. Desta vez, no chamado de ‘Derby do Século’, é o Alviverde quem chega com a vantagem do empate por ter vencido pelo placar mínimo na Arena Corinthians.
“O otimismo do torcedor palmeirense tem que haver. Se não tivéssemos conquistado a vitória no primeiro jogo, talvez o clima positivo não estivesse do nosso lado. Também temos o dever e a obrigação de entender que temos vantagem. É muito importante. 
Não há decisão de qualquer campeonato em que ter vencido na casa do adversário não seja uma vantagem significativa. Mas isso só vai se confirmar se ao final do jogo o placar estiver favorável mais uma vez”, afirmou o técnico Roger Machado.
O palmeirense, claro, não quer saber de pensar na decisão de 1999. Como ecoam as arquibancadas desde o antigo Palestra Itália, o que interessa é o final da seca de títulos em 1993, com direito a goleada de 4 a 0 sobre o rival. 
Em 12 de junho, dia dos namorados, o tabu de 17 anos sem conquistas foi quebrado e deu início a uma fase espetacular com a equipe formada pela Parmalat. O parceiro atual é a Crefisa e o período é de 10 anos sem levantar o troféu estadual.
“Para o Palmeiras, o torcedor, o grupo de jogadores e o treinador, representa muito. Não pelo tempo sem conquistá-la, mas pelo peso histórico que os clubes dão aos estaduais. Para a carreira de um treinador, é importante no currículo, porque marca a trajetória do profissional dentro do clube.
Pro atleta e para a torcida, também é algo que não se esquece jamais. Me lembro como se fossem hoje as conquistas estaduais que tive. Dependendo do momento, ela adquire peso ainda muito maior dentro do contexto”, completou.
Em desvantagem na disputa, o Corinthians quer mostrar na casa do adversário que pode ter um desempenho muito acima do apresentado em Itaquera, quando acabou perdendo por 1 a 0 e mostrando muitas dificuldades na criação das jogadas. Para isso, o lema é esquecer a tensão do clássico e ater-se a jogar futebol.
“A primeira coisa que devemos fazer é jogar futebol, da confusão do outro dia acho que não tem que acontecer mais, tem que jogar futebol, vamos precisar jogar para sermos campeões”, comentou o atacante Romero, uma das apostas do técnico Fábio Carille para tornar o ataque alvinegro mais produtivo em território adversário.
Substituto do suspenso Clayson, ele se junta a Jadson, que retorna após duas lesões na coxa direita, e Ralf, que ganha a vaga de Gabriel para dar mais experiência ao meio-campo corintiano. Em termos de esquema, a entrada do camisa 10, substituindo Emerson Sheik, é a mais significativa, trocando o 4-2-3-1 por um 4-2-4, sem centroavante.
Apesar do aparente menor poderio ofensivo com as mudanças, Carille tem como base para a mudança justamente o jogo da fase de classificação do Paulista, quando inaugurou esse esquema e venceu por 2 a 0, placar que, neste domingo, lhe daria o título. “Vamos precisar ficar bastante com a bola e achar espaços na defesa deles”, concluiu Romero.

Fonte: Gazeta Press
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