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sábado, 23 de junho de 2018

Nadador americano Ryan Lochte vira réu na Justiça do Rio

LUCAS VETTORAZZO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)
A Justiça do Rio aceitou na semana passada denúncia contra o nadador americano Ryan Lochte por falsa comunicação de crime durante a Olimpíada do Rio, em agosto de 2016. Agora réu, o nadador, se condenado, pode ter uma pena de seis meses a um ano de prisão e pagamento de multa.
Segundo a denúncia, Lochte mentiu às autoridades ao denunciar que sofrera um assalto no Rio durante os Jogos Olímpicos. O atleta e amigos relataram que foram assaltados por um homem armado após uma festa na cidade.
As câmeras de segurança de um posto de gasolina na Barra da Tijuca, zona oeste, contudo, mostraram que o nadador e seus amigos teriam depredado o banheiro do local e bateram boca com funcionários do estabelecimento. O grupo foi repreendido por um segurança armado que mandou todos sentarem no chão.
O nadador teria omitido a versão verdadeira e dito a amigos e comissão técnica que foi assaltado para justificar ter chegado de madrugada na concentração. Lochte deu uma entrevista a uma emissora americana onde relatou a versão falsa.
A partir daí, a Polícia Civil passou a investigar o crime e encontrou imagens do circuito interno de um posto em que mostra atesta a versão verdadeira, de que não teria havido roubo. A Folha não conseguiu ainda contato com a defesa do acusado, que vive nos Estados Unidos.
Segundo decisão da Justiça, "o denunciado, com vontade livre e consciente, provocou a ação de autoridade policial, noticiando publicamente a ocorrência de crime que sabia não ter ocorrido, qual seja, o roubo supostamente praticado contra o próprio denunciado e demais colegas da delegação americana de natação".
Por pedido da defesa, a ação chegou a ser paralisada em razão de um habeas corpus aceito na Justiça do Rio. Na ocasião, uma turma de desembargadores entendeu que como Lochte não chegou a comunicar o suposto crime às autoridades -ele teria feito apenas o relato à emissora de TV- não configuraria falsa comunicação de crime. O Ministério Público do Rio recorreu da decisão e a ação voltou a correr. A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público no último dia 14.
O nadador deixou o país ao final da Olimpíada sem prestar depoimento à polícia. Nos EUA, o atleta pediu desculpas pelo comportamento e chegou a ser punido com suspensão por 10 meses das competições.
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