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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Pela quarta vez consecutiva, Brasil é eliminado após sofrer gol de bola aérea

CAMILA MATTOSO, DIEGO GARCIA, LUIZ COSENZO E SÉRGIO RANGEL
KAZAN, RÚSSIA (FOLHAPRESS)
Pela quarta vez consecutiva, a seleção brasileira é eliminada de uma Copa do Mundo após sofrer um gol de bola parada na partida decisiva. Desta vez, a história se repetiu na derrota para a Bélgica por 2 a 1, nesta sexta-feira (6), na Arena Kazan, pelas quartas de final do Mundial da Rússia.
O primeiro gol dos belgas surgiu exatamente de uma bola aérea. Após cobrança de escanteio de De Bruyne, Kompany desviou na primeira trave, a bola pegou em Fernandinho e Alisson não conseguiu fazer a defesa. O segundo gol da seleção europeia nasceu em um contra-ataque que terminou com a finalização cruzada de De Bruyne. 
Antes da eliminação para a Bélgica, o Brasil já tinha sofrido com a jogada aérea nas Copas do Mundo de 2006 (Alemanha), 2010 (África do Sul) e 2014 (Brasil).
Em 2006, também nas quartas de final, o time comandado por Carlos Alberto Parreira perdeu para a França por 1 a 0. O único gol do jogo saiu após uma cobrança de falta do lado esquerdo de Zidane para Henry, que completou para o gol com o pé.
Quatro anos depois, a Holanda venceu o Brasil por 2 a 1 com dois gols desta forma. No primeiro, Júlio César e Felipe Melo bateram cabeça em bola levantada por Sneidjer. No outro, o meia aproveitou um desviou na pequena área após cobrança de escanteio e tocou para o gol. 
Já no Mundial do Brasil, o primeiro gol da goleada da Alemanha por 7 a 1 saiu justamente assim. Após batida de escanteio, a bola atravessou toda a área e Müller finalizou com o pé.
Durante a era Tite, a bola aérea se apresenta como a maior fragilidade. Dos oito gols sofridos pelo Brasil desde setembro de 2016, seis foram após cruzamentos pelo alto.
O único tomado pelo time brasileiro até a partida contra a Bélgica foi também após uma cobrança de escanteio. Contra a Suíça, pela primeira rodada, Zuber cabeceou entre nove brasileiros que estavam perto do lance.
Na oportunidade, Tite não considerou uma falha. Ele colocou a culpa no árbitro mexicano César Ramos, que não viu um empurrão do zagueiro suíço em Miranda. 
Além dos gols da Suíça e da Bélgica, o Brasil de Tite já havia sofrido com esta jogada durante as eliminatórias e amistosos.
Nas bolas paradas, o treinador  usa como padrão a marcação por zona. Assim, cada jogador é responsável por um espaço da área e só participa ativamente a partir do momento que a bola ou o adversário entrem em seu raio de ação.
Essa tática visa proteger os espaços mais perigosos.
Além do duelo contra a Suíça e Bélgica, o Brasil viu sua rede ser balançada da mesma forma por Colômbia (duas vezes), Argentina e Japão.
Em um dos jogos frente aos colombianos, Marquinhos fez gol contra após tentar cortar uma falta cobrada pelo lado direito por James Rodríguez. Em outro, Falcão Garcia fez de cabeça depois de cruzamento da direita, esse em lance com a bola rolando.
No amistoso com a Argentina, até então a única derrota de Tite na seleção, o gol saiu de uma cobrança de escanteio curta. Dí Maria levantou a bola para Otamendi cabecear livre e acertar a trave. Mercado aproveitou o rebote e marcou.
O gol do Japão, também em partida amistosa, surgiu de uma cobrança de escanteio. Makino, às costas de Jemerson, cabeceou para o gol. Depois deste jogo, o zagueiro do Monaco nunca mais foi chamado pelo treinador.
O sistema defensivo brasileiro chegou ao Mundial da Rússia como o menos vazado da história da seleção na fase pré-Copa. Em 20 jogos, foram apenas cinco gols tomados.
A marca anterior pertencia à equipe treinada por Sebastião Lazaroni antes da disputa da Copa da Itália, em 1990.
Na época, o time, que foi campeão da Copa América do ano anterior, sofreu apenas sete gols no mesmo período.
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