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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Morre Claudiomiro, artilheiro do Internacional conhecido por frase que nunca disse

ALEX SABINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Um dos maiores atacantes da história do Internacional, Claudiomiro entrou para o folclore do futebol por uma frase que não disse.
"É uma alegria jogar em Belém, a cidade em que nasceu Jesus", teria afirmado antes de partida na capital do Pará.
É imagem injusta para o atacante seis vezes campeão gaúcho (entre 1969 e 1974) e o terceiro maior artilheiro da história do Inter, com 210 gols.
Destacou-se apesar de passar a carreira brigando contra os zagueiros e a balança. Foi por causa do excesso de peso que deixou o time do Rio Grande do Sul em 1974. Os 90 kg espalhados em 1,76 m eram demais para fazê-lo levar vantagem sobre os rivais. Acabou dispensado pelo Botafogo.
Sua condição física atarracada o fez ser apelidado de "bigorna". Enquanto conseguiu se manter longe dos churrascos e das cervejas, duas de suas paixões, conseguiu se destacar. Chegou à seleção.
Em tentativa desesperada de perder peso, entrou em dieta rigorosa e ficou magro como nunca na carreira. Mas reclamava que não tinha força no chute, sua principal característica. Voltou aos velhos hábitos e ganhou peso.
Aos 16 anos, Claudiomiro Estrais Ferreira estreou como profissional no Inter. Aos 18 fez o primeiro gol da história do estádio Beira-Rio, em um amistoso contra o Benfica.
Abandonou o futebol em 1979, aos 29, cansado de ser bigorna, ter que emagrecer, e frustrado por lesões no joelho.
Claudiomiro morreu na sexta (24), após sofrer um mal súbito em sua casa, em Canoas (RS), aos 68. Recebeu homenagens do Inter, onde ainda é ídolo. "Na minha casa não tem azulejo. Só vermelhejo", disse, citando a cor do arquirrival do Inter, o Grêmio. Esta frase, pelo menos, ele falou.
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